Greve dos funcionários dos Correios é por tempo indeterminado

Greve dos funcionários dos Correios é por tempo indeterminado

O secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos – SINTECT/Sergipe -, Jean Marcel Reimon participou nesta quarta-feira, 19, do Programa Liberdade Mais, e conversou com o apresentador Raimundo Morais, sobre a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembléia realizada pela categoria na noite de segunda-feira, 17. “Eu aproveito esse espaço para explicar aos ouvintes o motivo da nossa greve. Ela acontece pela manutenção dos direitos dos funcionários. A nossa greve não é por reajuste salarial, mas pela garantia dos nossos direitos”, explicou Jean.

De acordo com Jean Marcel, no ano passado a categoria realizou uma greve e o resultado do dissídio foi favorável aos trabalhadores. “E tivemos a cláusula por dois anos, só que a empresa não contente com esse julgamento, buscou o ministro Toffoli que concedeu uma liminar onde a empresa mudava a forma de compartilhamento do nosso plano de saúde que passa a ser 50% para o trabalhador e 50% para a empresa e o nosso acordo coletivo que agora passa a ter um ano. A gente sabe que o que está por traz disso tudo é a privatização da empresa”, lamentou o secretário geral.

Em resposta as solicitações dos trabalhadores a assessoria de comunicação dos Correios em Sergipe enviou a seguinte nota: Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da saúde financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia. A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST -, bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se vêem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos. Ressalta-se que a empresa possui um Plano de Continuidade de Negócios, para continuar atendendo a população em qualquer situação adversa. O plano estabelece uma série de medidas contingenciais, como mutirões e remanejamento de empregados para as unidades com maior necessidade de efetivo.

Imagem: Foto da internet.